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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XIII.
Para os mais cáusticos, a pouca vergonha continuará.
Desta feita, o visado será o renomado SILVA LOPES, com 77 anos de idade, que há bem pouco tempo defendeu o congelamento dos salários dos funcionários portugueses. Ex-Administrador do Montepio Geral, de onde terá saído recentemente com uma (alegada) indemnização de mais de 400.000 €uros, somada a outras que terá como ex-Governador do Banco de Portugal. Contudo, a vida não cessou de lhe dar bons motivos para sorrir. Ao que consta, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.
Com muitos críticos a apelidarem este novo desafio de "tacho dourado", esta eminente personalidade lá irá auferir umas centenas de milhar de €uros num emprego supostamente dado pelo actual elenco governativo. Tudo isto, atente-se, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores e os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da mera subsistência.
Silva Lopes, além de assumir como necessário o congelamento de salários, propôs igualmente o não aumento do salário minimo nacional, aparentemente por causa da competividade da economia portuguesa. Poderá assim ficar a impressão que estas medidas serão sempre inevitáveis para... os OUTROS. Faça-se tudo, é claro, mas sem "tocar no meu queijo"...
Quanto a Fernando Gomes, terá recebido em 2008, como administrador da GALP, mais de 4 milhões de €uros de remunerações. Acresce a isto um PPR de 90.000 euros anuais, para quando reunir os quesitos para se reformar.
Sobre o primeiro caso, lembremos a notícia do "Correio da Manhã", de Abril passado, e também disponível em http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011&contentid=C744F7CD-1BF4-4F54-AF4C-B59C0FAA69E3
14 Abril 2009 - 00h30
»Silva Lopes, ex-administrador do Montepio Geral, recebeu em 2008, por quatro meses à frente da gestão do Montepio Geral e por gratificações do ano anterior, 410 mil euros.
Os dados revelados nos últimos relatórios daquela associação mutualista mostram ainda que António Tomás Correia, que substituiu Silva Lopes, recebeu 581 mil euros por oito meses na presidência do conselho de administração.
Os restantes administradores (Almeida Serra, Rui Amaral e Aduardo José Farinha) receberam, respectivamente, 543, 514 e 509 mil euros pelo ano em que exerceram funções.
Os dados dão conta de que, no total, o Montepio pagou mais de dois milhões e meio de euros aos quatro administradores pelo exercício no ano de 2008.» (SIC)
»Considerando que, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, pode ser atribuído um subsídio de residência aos titulares do cargo de director-geral e de outros expressamente equiparados, à data da nomeação no local onde se encontre sedeado o respectivo organismo;
Considerando que o Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, lugar expressamente equiparado a director -geral, tem a sua residência permanente em Aveiro:
Assim, nos termos do disposto no artigo 2.º do Decreto -Lei n.º 331/88, de 27 de Setembro, determina -se o seguinte:
1 - É atribuído ao presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores, Prof. Doutor José Alexandre da Rocha Ventura Silva, um subsídio mensal de residência no montante de € 941,25, a suportar pelo orçamento da Secretaria -Geral do Ministério da Educação e actualizável nos termos da portaria de revisão anual das tabelas de ajudas de custo.
2 - O presente despacho produz efeitos desde 1 de Novembro de 2008.
12 de Fevereiro de 2009. - O Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. - Pela Ministra da Educação, Jorge Miguel de Melo Viana Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.»