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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XIII.
Foi, é e será sempre o dia de aniversário do Blog do Alho. A terceira segunda-feira de Agosto - por sinal, o feriado municipal da vila de Albergaria-a-Velha - assinala o primeiro ano de existência deste espaço que, bem antes do previsto e por larga margem, ultrapassou as 10 000 visitas.
É um momento de compreensível alegria e orgulho. Foram meses de arrojo, iniciativa e de convicto desafio. Um pouco por todo o mundo, este blog foi visto, lido e apreciado.
Com incómodo para alguns e justificada admiração para muitos, foi possível abordar um leque extraordinariamente abrangente de temas com a independência e a coragem de quem não sente espartilhos ou não hipotecou a sua liberdade de pensamento a terceiros, porventura poderosos ou julgados de inatacáveis. Houve até quem pensasse ser possível - imagine-se - requerer, por escrito, o encerramento deste blog?!! Devaneios de PIDE's Bons, oriundos de terras onde o ouro será lei, limitados por consciências pesadas que, presumindo ser possível implementar um fascismo higiénico e pressionados pela premência de vender a Alma ao diabo para dar a papinha aos miúdos lá de casa, ousaram, num rasgo de insanidade que ataca os pulhas e os párias de carácter, calar uma voz que nunca se silenciará com ameaças ou a intolerância perante a Razão e a diferença de opinião. Tonta veleidade esta que atrai, com esperada mediocridade, os arautos da MORAL da treta, que nem se escusaram de recorrer à ameaça física. Pára-quedistas falhados e medíocres, que nem profissão determinada têm, exemplos castos de que é possível viver à custa dos papás até aos quarenta...
Aqui estamos. Aqui continuaremos. Mais atentos e vigilantes que nunca.
Para o bem de muitos e o azar de poucos.
A polémica surgiu com o afastamento do neurocirurgião João Lobo Antunes do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
A comunicação social parece alimentar esta controvérsia ao esgrimir argumentos com o alegado recurso a fontes de Belém e de São Bento. Da Presidência da República garante-se que haveria um compromisso do Governo para nomear o médico para novo mandato ao ponto de a reacção de Cavaco Silva ser descrita como de profunda "perplexidade". A corroborar esta versão, estarão as declarações de Paulo Rangel, anterior líder parlamentar do PPD/PSD, que adiantou entretanto que "Lobo Antunes só não foi incluído na lista da Assembleia da República por que o PS me garantiu a sua nomeação", rematando "posso confirmar isso pessoalmente porque foi tratado por mim". (SIC) Também a deputada socialista Maria de Belém, em declarações à LUSA, confirmou ontem que Lobo Antunes só não foi incluído na lista de seis elementos designados pelo parlamento por que existiria a indicação de que seria o Governo a nomeá-lo.
Por seu turno, do gabinete de José Sócrates chegam desmentidos consecutivos, negando a existência de qualquer compromisso, apelidando o assunto de "pura intriga".
Em tudo isto está subjacente uma matéria de melindrosa gravidade. Este assunto - a que se somarão, a título de exemplo, os dossiês do Estatuto Político-Administrativo dos Açores e da novela em torno do suposto convite a Joana Amaral Dias, do BE - contende com valores centrais para o regular funcionamento de um regime democrático entre um Governo e um PR: seriedade, honestidade, confiança pessoal e institucional.
Haja a frontalidade para que, de modo formal, a opinião pública seja esclarecida cabalmente do que realmente se passou. O país, bem como a situação que atravessa, não se compadecem com guerras intestinas entre órgãos de soberania.
Está a acabar a mais longa legislatura da República portuguesa desde a instituição da democracia. Dela só parecem restar sinais preocupantes de uma inusitada imaturidade assente numa excessiva pessoalização de assuntos de estado, excepcionalmente atreita a caprichos e amuos.
Tenham juízo!
Estamos em época de férias e para o fiéis de estimação é também chegado o tempo de desopilar.
Em novos ou velhos cenários, o prazer de experimentar novos odores parece relaxar nos andantes de quatro patas alguns movimentos intestinais. Quem com eles passeia habitualmente são os donos ou os "cromos" que os donos não querem ver dentro de casa a importunar a azáfama essencial a uma sesta há muito reivindicada.
Por isso, os "presentes", usualmente rafeiros, ficam abandonados até petrificarem. São amovíveis perante solas incautas que assim deslizam na surpresa de um instante infeliz.
Não tenham medo - até porque já têm cão. Recolham os "presentes". Respeitem o próximo.
O passeio será sempre nosso!
Começa e ser aviltante a forma como alguns sectores da nossa vida financeira se comportam para com o comum dos consumidores. Sem regulação ou supervisão que se note, alguns mercados parecem viver em roda livre, impondo práticas que afectarão a livre concorrência e os direitos do consumidor.
Esgotado o filão de argumentos decorrentes da introdução do €uro, os sectores da panificação, dos combustíveis e da electricidade aparentam subsistir como se de estados dentro do Estado se tratassem. Chega a ganhar contornos de pouca vergonha.
Já não há pachorra!!!
Económico
»António Costa e Silva afirma que os preços dos combustíveis não deviam estar nos níveis em que se encontram e que a Autoridade da Concorrência (AdC) se limita apenas a fazer só estudos.
“É um mercado onde há muito pouca concorrência e isso é muito favorecido pela atitude da Autoridade da Concorrência. Temos uma Autoridade da Concorrência que se está a transformar num grupo de estudos. Faz estudos para justificar preços”, afirmou António Costa e Silva em entrevista ao programa “Negócios da Semana” da SIC Notícias.
Para este especialista em petróleos, a Autoridade da Concorrência está a transformar-se num grupo de estudos, que “não actua” no mercado da venda de combustíveis em Portugal.
“Temos uma Autoridade (da Concorrência) que é muito anódina, é, digamos, pífia, não intervém no mercado. (...) O presidente até pode fazer um bom trabalho noutros sectores do mercado, mas nos combustíveis pura e simplesmente não existe. É uma autoridade mais de falta de concorrência”, disse.
O presidente da petrolífera da Fundação Gulbenkian notou ainda que a Autoridade da Concorrência mudou muito desde que Manuel Sebastião assumiu a liderança da organização.
“O mercado estava em sentido” quando Abel Mateus era presidente, ao passo que agora é necessário que os media façam pressão para que esta reconheça que haviam “contra-ordenações que estavam a ser investigadas”, notou.»
Notícia disponível em http://economico.sapo.pt/noticias/presidente-da-partex-diz-que-adc-nao-actua_66900.html
Pouco antes do meio-dia, fez trinta e seis anos que vim ao mundo na bondosa terra do Lobito, em Angola.
Agradeço por isso todas as manisfestações de amizade, carinho e estima que, pelos mais diversos modos, me chegaram de familiares, amigos, colegas e de leitores/visitantes.
À vossa! Melhor, à nossa!
De passadas tristezas, desenganos
amarguras colhidas em trinta anos,
de velhas ilusões,
de pequenas traições
que achei no meu caminho...,
de cada injusto mal, de cada espinho
que me deixou no peito a nódoa escura
duma nova amargura...
De cada crueldade
que pôs de luto a minha mocidade...
De cada injusta pena
que um dia envenenou e ainda envenena
a minha alma que foi tranquila e forte...
De cada morte
que anda a viver comigo, a minha vida,
de cada cicatriz,
eu fiz
nem tristeza, nem dor, nem nostalgia
mas heróica alegria.
Alegria sem causa, alegria animal
que nenhum mal
pode vencer.
Doido prazer
de respirar!
Volúpia de encontrar
a terra honesta sob os pés descalços.
Prazer de abandonar os gestos falsos,
prazer de regressar,
de respirar
honestamente e sem caprichos,
como as ervas e os bichos.
Alegria voluptuosa de trincar
frutos e de cheirar rosas.
Alegria brutal e primitiva
de estar viva,
feliz ou infeliz
mas bem presa à raíz.
Volúpia de sentir na minha mão,
a côdea do meu pão.
Volúpia de sentir-me ágil e forte
e de saber enfim que só a morte
é triste e sem remédio.
Prazer de renegar e de destruir
o tédio,
Esse estranho cilício,
e de entregar-me à vida como a
um vício.
Alegria!
Alegria!
Volúpia de sentir-me em cada dia
mais cansada, mais triste, mais dorida
mas cada vez mais agarrada à Vida!
(Fernanda de Castro, in "D'Aquém e D'Além Alma")