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Siga a rusga neste Portugal porreiro pá!

por José Manuel Alho, em 30.09.09

Sócrates e Cavaco tentam fazer

crer que a cauda abana o cão

Com a comunicação ontem ao país do PR, o tonto portuga ficou a saber que este pedaço de terra à beira-mar plantado é afinal governado por gente ressentida, caprichosa e amuada.
Cavaco não diz sim nem que não. Antes pelo contrário. Sócrates, por seu turno, defende o indefensável, remetendo tudo e todos para a saudosa máxima “somos todos bons rapazes”, bem ao jeito de quem atira a pedra e esconde a mão. Altivo, numa declaração feita para os telejornais da tarde, o engenheiro avisa de modo estupidamente ameaçador: »espero não ter de voltar a tal assunto”.
José Junqueiro, outro “bom rapaz” que levantou uma suspeita depois de ler um semanário com dois mil exemplares de tiragem, está bem caladinho, com a carapuça integralmente enterrada até às orelhas. Enquanto a postura do “Diário de Notícias” continua pouco escrutinada pelas autoridades competentes – em particular, o Sindicato dos Jornalistas – até Ana Gomes veio já dar o seu impagável contributo para este caudilho tautológico, apelidando o discurso do PR de “patético”. Olha logo quem fala?! A valente cavaleira andante da autenticidade na política, com duplas candidaturas, própria de quem conhece há muito a volátil meteorologia partidária em tempo de vacas magras.
No meio de semelhante trapalhada, lá esteve e continua o PSD, imprevisto patinho feio do PAI Aníbal, defensor intrépido da bolorenta apologia do tabu. Nelinha até se poderá queixar da cruel frieza paternal, que só falou depois de a “Chica” ter chegado.
No meio de semelhante folguedo entre as principais figuras do Estado, sobra para o Zé Povinho, aquele que suporta esta brincadeira institucional, a triste mas sapiente garantia de que um dia destes vê-los-emos (a todos) aos beijos e aos abraços. Na verdade, esta gente não é para levar a sério. Não têm credibilidade. Procuram (somente)  cuidar do seu “queijo”, pretendendo convencer a todo o custo que é mesmo a cauda que abana o cão.
Expurgando do assunto tudo aquilo que interessa e conta, este Portugal persiste estranhamente porreiro pá!

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Portugal está 25.º lugar entre 33 países europeus...

por José Manuel Alho, em 30.09.09

Sistema se Saúde Português

arrasado por estudo europeu

Afinal, o sistema de saúde português está entre os piores da Europa. Eis algumas razões para tão miserável apreciação: tempos de espera elevados e falta de acesso rápido ao médico de família relegam Portugal para o 25.º lugar entre 33 países europeus. No topo da tabela está a Holanda.

O último estudo do índice europeu do consumidor e dos cuidados de saúde elaborado pelo "Health Consumer Powerhouse", com o apoio da Comissão Europeia, revela que Portugal não foi além dos 574 pontos em mil possíveis, o que o coloca na 25.ª posição, bem depois de países como a Macedónia, a Croácia ou a Espanha.
O estudo foi feito a partir de 38 indicadores de qualidade, nos quais os países podem obter bom, médio ou insuficiente, distribuídos por seis categorias: os direitos dos pacientes e a informação, e-Saúde, o tempo de espera por tratamento, os resultados do tratamento, a diversidade e alcance dos serviços prestados e o acesso ao medicamento.
No concernente a tempos de espera, Portugal é o único país que não logra cumprir o desiderato europeu de menos de sete dias para aceder ao especialista de um determinado tratamento, necessitando em média de até duas semanas para o concretizar. O nosso país tem igualmente má nota no acesso ao médico de família no próprio dia e nas cirurgias programadas que demoram mais de três meses, bem como no acesso a novos medicamentos para as doenças oncológicas. Sobre comparticipação do Estado no valor dos medicamentos, a nota é média.
Por fim, o estudo assevera  que "há um contínuo declínio" no sistema de saúde português.

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Susto no Hospital de Aveiro

 
No passado dia 4 de Setembro, pelas 19.35 horas, á saída de um restaurante albergariense, a minha mulher experimentou sintomas que, mau grado a minha ignorância técnica, entendi – em boa altura – compatíveis com um AVC, acidente vascular cerebral, ou incorrectamen­te por «trombose». Em rigor, denunciava dificuldade na fala (em dizer as palavras certas ou nem as conseguir dizer), nos movimentos e alterações na visão. Queixava-se igualmente de uma sensação de formigueiro e de diminuição da força num membro superior direito, bem como dores de cabeça intensas, que se faziam sentir há alguns dias.
Sem resposta do 112, decidi, sem demoras, levá-la às Urgências do Hospital de Aveiro. Para o efeito e com o propósito de agilizar uma recepção expedita, contactei durante a viagem aquele hospital indicando os sintomas para que um médico me pudesse dar alguma indicação útil, ou simplesmente, ficar a contar com a chegada da minha mulher com um eventual AVC. Aliás, é consenso geral que um AVC deixa sequelas, que são mais ou menos graves, dependendo da veia do cérebro afectada, e do tempo que o paciente levou para ser atendido. Inclusivamente, há hoje possibilidade de tratamento que, se administrado nas primeiras três horas após o seu aparecimento, diminui em percentagem considerável as consequências que os AVC podem ter.
Em consequência, a ligação foi encaminhada para uma, médica que, depois de confirmar ser efectivamente “médica das urgências” se recusou a indentificar-se optando por desligar-me a telefone na cara pois - segundo fui posteriormente informado – estaria a minutos de acabar o seu turno. Cheguei precisamente às 19.50 horas onde a maior preocupação dos funcionários parecia prender-se quase que exclusivamente com a “inscrição”. Fiquei indignado com semelhante tipo de “prioridades”, onde aparentemente o formalismo se sobreporia ao valor supremo da VIDA, pelo que em face da minha insistência para que examinassem medicamente a minha mulher, lá aceitaram fazer-me o especial favor de a colocarem numa maca (pudera! Já mal caminhava…) e levá-la para o absurdamente exíguo gabinete de triagem onde ficou com os pés no corredor a a cabeça a rasar o monitor do computador.
No entretanto, fui brindado com a rudeza de um dos seguranças que, à semelhança de outros comparsas, pareceu sempre comportar-se como “o dono do pedaço”. Com um autoritarismo a roçar a linguagem militar perante mancebos assustados, permitiu-se agir ignorando estar perante cidadãos/utentes do SNS/contribuintes.
Na triagem, o enfermeiro (não identificado) limitou-se a recolher um conjunto de informações visando o preenchimento da usual aplicação informática. Com um à vontade que tive por impróprio a uma emergência e mesmo depois de eu lhe ter elencado os sintomas, não lhe ocorreu verificar, através de perguntas e “exercícios” simples, o estado geral neuropsicológico da minha mulher, ou seja, verificar se a paciente apresentava “problemas” ao nível linguagem, da memória, da atenção, e da coordenação motora. Poderia perguntar-lhe o nome próprio, em que ano nasceu (memória), pedir-lhe que dissesse o que sentia (verificar a linguagem), perguntar-lhe um nome de um qualquer objecto que lhe apresentasse ou dar-lhe um objecto e o paciente ter de identificá-lo com os olhos fechados (verifica a existência de agnosias); pedir à minha mulher que executasse uma determinada actividade e verificar se ele a realizava ou não (verifica a existência de apraxias). NADA. Em abono da verdade, os testes de rastreio cognitivo ou de “screening”, apesar de não permitirem fazer qualquer diagnóstico, permitem determinar, de uma maneira geral, que áreas funcionais foram afectadas. Infelizmente, nos hospitais, devido a uma multiplicidade de factores, nem sempre se fazem estes testes. Contudo, a experiência já faz com que um especialista consiga, com meia dúzia de perguntas, determinar alguns problemas funcionais. Na inexistência de um especialista, deveria educar-se e sensibilizar-se outros médicos para o fazerem. Em alguns serviços – ressalvo – do Hospital Infante D. Pedro, Epe – Aveiro, tudo parece funcionar segundo a máxima “estás por tua conta e risco”.
 
Tumor maligno com metástases?!!
Durante horas sem informações e porque “as regras são muito rígidas” por aqueles lados, aguardei na sala dos acompanhantes sem sucesso. Dirigi-me então ao balcão de informações quando a Sr.ª. D. Cristina Silva se deu ao desplante de dizer “tem que aguardar pois a sua mulher é uma verdadeira emergência”. Fiquei estupefacto. É que se existe, numa sala para acompanhantes e familiares, um serviço de informações, nunca logrei imaginar que com a minha pergunta interrompessem a abordagem clínica em curso. Não queria que deixassem de tratar a minha esposa para me darem uma simples informação. Era um “dilema” que nunca me passou pela cabeça. Num destes dias, alguém terá de dizer à Sr.ª. D. Cristina Silva que deverá evitar dar muito nas vistas quando apenas dispensa simpatia e informações a amigalhaços, familiares e/ou VIP’s.
Minutos antes da meia-noite, um jovem médico (não identificado) chamou-me para informar, muito cheio de si, mais parecendo estar a protagonizar um novo episódio da mais recente temporada da série “Serviço de Urgência”, que a minha mulher, após realização de uma TAC sem contraste, tinha “um tumor maligno com metástases”. Fiquei destroçado. A família também. De madrugada, a minha mulher era transferida para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), onde esteve internada durante uma semana, o tempo necessário para investigar profusamente o seu caso.
Não vou aqui reproduzir os comentários feitos pelos conceituados profissionais da Neurocirurgia e da Neurologia dos HUC a pretexto do “diagnóstico” (?) feito no Hospital de Aveiro. Faço-o porque tenho pena e vergonha. Como foi possível fazer uma TAC com péssima qualidade imageológica e sem contraste para concluir, de forma tão assertiva e categórica, pela existência de “um tumor maligno com metástases”?! Na verdade, tratou-se de “uma trombose venosa cerebral”.
 
Fim da presunção de competência?
Aqui deixo os mais rasgados elogios aos HUC e seus profissionais. Trata-se de uma instituição de excelência. De igual modo, não ouso, no que ao Hospital de Aveiro diz respeito, “confundir a árvore com a floresta”. Contudo, lamento que, em resultado do grave acidente de viação de que a minha mulher foi vítima em 28 de Maio passado, não lhe fosse feita uma TAC - já que se tratava de uma poli traumatizada - para verificar da possível existência de traumatismos cranianos. Cumulativamente, lastima-se que no Hospital Infante D. Pedro não exista ainda uma Unidade de AVC, como já foi sugerido pelo Professor Doutor Victor de Oliveira, da Sociedade Portuguesa de AVC. Os tempos e os estilos de vida que (infelizmente) levamos, exigem-no. Está hoje provado que os doentes vítimas de acidente vascular cerebral têm melhores resul­tados em termos do défice resultante e com­plicações e tempo de internamento quando são tratados em áreas especificamente preparadas para isso, são as «Unidades de AVC». Trata-se de um espaço físico (uma enfermaria) onde trabalham profissionais especialmente trei­nados para estas situações e onde se aplicam procedimentos, quer de diagnóstico, quer de terapêutica de acordo com protocolos que obe­decem às recomendações científicas interna­cionais mais recentes. São também realizados, sistematicamente, exames complementares que visam um com­pleto esclarecimento da situação. Posterior­mente estes doentes serão seguidos em consul­ta externa específica.
No mais, o Hospital de Aveiro, se se revelar incapaz de, enquanto organização, corrigir e aperfeiçoar níveis de atendimento à população, obriga(rá) o cidadão comum a recorrer à Inspecção-Geral de Saúde, à Ordem do Médicos e aos Tribunais. No meu caso, lavrei Reclamação e a resposta foi um ataque pífio à minha sanidade intelectual.
Quando daqui a uns meses o processo clínico da minha mulher regressar à Neurologia do Infante D. Pedro, devo reconhecer que temo pela sua VIDA. Está reduzida a cinzas a nossa confiança naquele hospital. E isto é o pior que pode acontecer a qualquer serviço de utilidade pública. Estaremos porventura a falar do princípio do fim da presunção de competência.
José Manuel Alho

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Ainda que o tempo seja de eleições

por José Manuel Alho, em 24.09.09

O meu tributo à coragem da

Directora Regional da DREN

 

Venho por este meio reconhecer a entrega, a dedicação e o brio com que a Senhora Directora Regional da DREN, Dr.ª. Margarida Elisa Moreira, exerceu as suas funções. Ainda que obviamente sujeita a críticas e reparos, a sua acção constituirá uma referência para os que, honrando o superior interesse público, procurarão prestigiar a "res publica".

A determinação e o arrojo com que ilustrou o seu desempenho só podem servir de motivação aos vindouros.

Ainda que no caso do Agrupamento Vertical das Freguesias do Pinheiro da Bemposta, Travanca e Palmaz, de Oliveira de Azeméis, tenha sido traída pela fuga de Mário Rui Lopes, manifesto erro de casting com pesados danos políticos, o balanço da sua intervenção é merecedor dos maiores elogios, que ultrapapassarão as tricas de  uma comunicação social ávida de vulgaridades estéreis.

O caso do Pinheiro da Bemposta, até prova em contrário, será o único dissabor de um mandato pautado pela exigência, seriedade e reverência pelo superior interesse público. Pena é que não tenha salvo, naquele caso em concreto, os valores sagrados da Tolerência, da Democracia e da Justiça. Aliás, o dossiê do Pinheiro da Bemposta persitirá, quiçá, em assumir-se como um caso que desafiará, de modo cruel, o ordenamento nacional no que de mais elementar e basilar terá o cidadão comum para o sector da Educação.

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Será isto demonstração de

fascismo higiénico?

Mau grado os esforços do actual Director Geral da TVI, Bernardo Bairrão, junto dos altos comandos da PRISA em Espanha, a notícia chegou manhã cedo e foi bem clara: cancelamento do Jornal Nacional de Sexta e consequente afastamento de Manuela Moura Guedes dos ecrãs.

Como afiançam os observadores, o Jornal Nacional  regressaria amanhã, sexta-feira, com uma investigação sobre o caso Freeport, com documentação «que contradiz as informações que têm sido publicadas», segundo disse Manuela Moura Guedes à TSF.

No mais, importará ressaltar que aquele jornal da TVI é líder de audiências, não tem orçamento próprio e não é caro, pois, no essencial, será todo feito com jornalistas da estação, não se justificando assim a  alegação de a decisão ora tomada se prenderia com motivos de índole financeira.

Lembrando que o Congresso do PS começou e acabou com ataques velados ao Jornal Nacional, apelidando-o de "caça ao homem", e à sua apresentadora, o caso ganha por isso verdadeiros contornos de ESCÂNDALO. As conhecidas ligações da PRISA ao PSOE adensam, com justificada apreensão, as suspeitas de ingerência na vida política portuguesa, precisamente em período eleitoral que ameaça a continuidade no poder do seu congénere luso.

Contudo, ocorre que não estamos em Espanha. Os feudos do outro lado da Ibéria poderão pôr em causa a independência editorial, não esquecendo que este acto deverá ser vincadamente ILEGAL porque nenhuma administração, à luz do nosso ordenamento legal, poderá tomar semelhante medida ao nível da direcção de informação.

O inquérito de averiguações espoletado pela ERC não se afigura suficiente. Caberá ao Presidente da República apurar o que realmente se passou, auscultando os envolvidos, centrando a avaliação do sucedido na perigosa eventualidade de poderes económicos estrangeiros condicionarem, com inusitada impunidade, o jogo político neste estado independente e soberano.

 

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