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Já na próxima semana...

por José Manuel Alho, em 31.08.12

ÚLTIMA HORA

Porteiro de uma petrolífera do médio oriente acometido por fortes cólicas.

Mercados ressentem-se.

Combustíveis terão de aumentar na próxima semana em Portugal.



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Nova Biblioteca Municipal

- Que expectativas?

 
Por José Manuel Alho

 

Estão em fase adiantada as obras de adaptação do Palacete da Boa Vista para a Nova Biblioteca Municipal (NBM), calculadas em 1,4 milhões de euros, que deverão concluir-se a tempo da abertura oficial agendada para o início de 2013.

Complementarmente, refira-se que Eduardo Costa Ferreira é simultaneamente o autor do projeto de arquitetura e o Chefe da Equipa de Projeto da NBM, evidência que me tranquiliza de sobremaneira dada a estima e consideração profissionais que venho cimentando desde que passei a acompanhar o seu trabalho com maior assiduidade.

Recorde-se que o palacete foi mandado construir, em 1896, por João Patrício Álvares Ferreira, tendo como autor o arquiteto Joaquim António Vieira. Possui, além de estuques de elevada qualidade, pinturas diversas saídas do atelier de Domingos Costa, de Lisboa, também datadas de 1910, a decorar salas e quartos. Sabe-se que as pinturas e os tetos já terão sido restaurados por especialistas do setor. Estou, confesso, ansioso por apreciar o resultado final de tão melindrosa intervenção.

"... o perfil do potencial leitor equivale cada vez mais ao perfil de um nativo digital, acostumado a otimizar as ferramentas tecnológicas de forma tão natural como instintiva. 

No mais, cumprirá desde já refletir sobre que tipo de ação desenvolverá a NBM em prol da coletividade. Na atualidade, enfrentamos uma conjuntura ambígena em que o texto tradicional impresso coabita com novas produções em suportes e formatos diferentes. Cumulativamente, o perfil do potencial leitor equivale cada vez mais ao perfil de um nativo digital, acostumado a otimizar as ferramentas tecnológicas de forma tão natural como instintiva. Daí que a promoção eficaz da leitura exija a ponderação e a viabilização de estratégias adequadas ao contexto temporal, social e cultural a que pertence este reabilitado equipamento público.

Assim, não se torna necessário socorrermo-nos de uma qualquer ciência do oculto para estimar que a NBM estará fortemente vocacionada para desenvolver missões muito concretas em áreas como:

·         Crianças e Jovens;

·         Informação;

·         Cultura;

·         Educação e Alfabetização.

Em consequência, só posso alimentar a legítima expectativa de Albergaria poder passar a dispor de uma NOVA biblioteca pensada e formatada para o século XXI. Uma infraestrutura dotada da polivalência necessária à assunção de novos papéis, tornando-se uma biblioteca multifacetada, isto é, com espaços, serviços e coleções simultaneamente físicos e virtuais onde as novas tecnologias de informação e da comunicação possam ser a base primordial do serviço e da dialética com o utilizador. Por isso, afigura-se crucial oferecer a qualquer cidadão um conjunto de informações que as novas tecnologias tornam disponível, mas já de forma selecionada e depurada até para que possa ser armazenada e, a todo o tempo, recuperada. Para o efeito, ter-se-á forçosamente de estimular a integração e a convivência dos suportes de informação, impressos e digitais.

Em abono da verdade, tudo isto pressupõe o conceito de uma biblioteca inteligente que harmonize, de uma forma sustentável, tanto sua modernização tecnológica quanto sua capacidade contínua de renovação. Mais do que privilegiar-se um modelo centrado na DISPONIBILIDADE, que sempre priorizou as grandes coleções e os edifícios sumptuosos, entendo que a aposta deverá agora concentrar-se na na ACESSIBILIDADE, agilizada pelo intercâmbio com as demais unidades de informação conectadas em rede. A concretizar-se esta mudança de paradigma norteador, estaremos então perante um valioso recurso facilitador da inclusão digital, que disponibilizará modelos de reflexão para a educação social e o cobiçado desenvolvimento comunitário. 

José Manuel Alho

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Artigo de Santana Castilho no jornal "PÚBLICO".

por José Manuel Alho, em 27.08.12

 Secretário de Estado

ou

escriturário de Estado?

1. A 19 de Julho, as escolas ficaram a conhecer um conjunto de orientações do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar para, ao abrigo de 11 medidas indicativas, atribuírem carga lectiva aos cerca de 15 mil professores dos quadros, que a não tinham. Particularmente por declarações públicas de Nuno Crato, que repetiu e voltou a repetir que todos os professores eram necessários ao sistema de ensino, as apreensões dos visados diminuíram. Mas as coisas revelaram-se diferentes daquilo que passou para a opinião pública. Com efeito, dias volvidos, os directores receberam a “interpretação” que as direcções regionais de educação fizeram das orientações do governante. E onde, nas orientações, estava que a atribuição da componente lectiva devia simplesmente ser comunicada às direcções regionais, as ditas interpretaram, e como tal instruíram, que a atribuição da componente lectiva estava sujeita a prévia autorização daquelas. As facilidades badaladas em público foram semeadas de constrangimentos em privado. O que começou por ser decisão dos directores, afinal carecia do visto dos burocratas regionais. Secretário de Estado, afinal, é escriturário de Estado. Boa malha para santificar Crato e diabolizar os directores. O discurso da autonomia segue dentro de momentos. 

 "É o progresso social dos grupos economicamente mais desfavorecidos e a ascensão a melhores oportunidades de vida das crianças desses meios que estas políticas desprezam. Para estes prepara-se formação profissional aos 10 anos de idade. Para os outros, protege-se o ensino privado.

Lance após lance, continua a saga da movimentação de professores. Incompreensível? Sim, se acharmos que tudo é fruto de amadores incompetentes. Nem tanto se tivermos em vista a estratégia recorrente: anuncia-se um caos para fazer passar depois, de fininho, um desastre menor, com a resignação dos atingidos, que passam a comparar o que lhes impuseram, não com o que antes tinham, mas com o que inicialmente fora anunciado. A ameaça sobre os professores dos quadros tem servido para colocar em segundo plano o total varrimento dos contratados. Os do quadro escapam agora para serem despedidos mais tarde. Seraficamente, Nuno Crato desqualifica e seca a escola pública, retirando-lhe recursos e meios, e abre caminho à escola privada. É só enumerar os últimos factos. Gerir um giga conjunto de escolas a partir de uma sede, afastando cada uma delas da decisão dos seus problemas diários, melhora a qualidade do respectivo serviço? Cortar horas às disciplinas e professores às escolas contribuirá para a obtenção de melhores resultados? A confusão e a instabilidade geradas pelas sucessivas versões de uma reorganização curricular imposta sem fundamentos pedagógicos e ancorada em metas desarticuladas dos programas em vigor e dos manuais escolares vigentes vão favorecer o trabalho dos professores e o aproveitamento dos alunos? Quando se vive o drama social que todos conhecemos e sendo certo que o papel dos directores de turma é fulcral no apoio às famílias, alguém sensato aceita que cortar o tempo previsto para o desempenhar e aumentar o número de alunos a acompanhar não terá como consequência a óbvia degradação do serviço?

 

É o progresso social dos grupos economicamente mais desfavorecidos e a ascensão a melhores oportunidades de vida das crianças desses meios que estas políticas desprezam. Para estes prepara-se formação profissional aos 10 anos de idade. Para os outros, protege-se o ensino privado.

 

2. Por mero acaso, li um artigo aqui publicado ontem, sob o título “Os professores desempregados”, antes de enviar o meu, que já estava concluído. Manda o apreço pelos leitores que substitua rapidamente parte do que tinha escrito. Para clarificar o que tem que ser clarificado, até porque a tese é recorrente e a sua retoma, agora, não é inócua. Resume-se nas seguintes vertentes: haverá uma campanha bem orquestrada para atribuir o desemprego dos professores a medidas de política economicista; porque se nasce menos, há menos alunos nas escolas. A argumentação do autor, José Carvalho, professor, é pobre. A citação estatística que utiliza, sem indicação de fonte, revela desconhecimento do que se faz nas escolas, o que é grave para um professor. Telegraficamente, que o tempo e o espaço mais não permitem, corrijo-o. José Carvalho confunde decréscimo da natalidade com decréscimo de alunos na escola. Mas são coisas diferentes. Porque existem muitas outras áreas de ensino, para além das que considerou. Os últimos dados disponíveis (GEPE, Ministério da Educação), referem-se a 2008/09. E que mostram? Que os alunos, por referência a 2005/06, aumentaram. Mais trezentos e três mil quinhentos e cinquenta e seis! No que toca à actualidade, é óbvio que o desemprego de professores é resultado de políticas, que não de decréscimo de natalidade. Não fora isso, como se explicaria, então, que do ano passado para o próximo o sistema dispense mais de trinta mil professores? Porque a Alfredo da Costa vai fechar?  

In "Público" de 15.8.12

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De António Morais.

por José Manuel Alho, em 27.08.12

Um lugar para não viver

»É uma curta de intervenção social e política, que pretende levar à reflexão sobre o caminho que estamos a seguir.

Um homem que não desiste de ter esperança. Tudo lhe foi tirado e ainda assim encontra uma forma de sobreviver.

É necessário construir um lugar e um tempo para que todos possamos viver. Esse lugar ainda não foi construído por nós nem pelos nossos governantes.

Governar significa conduzir, dirigir. Gostaria de pensar que governar significa também cuidar.

Parece que ninguém nos soube conduzir, dirigir, nem cuidar.

Temos que ser nós a conduzir-nos, a dirigir-nos e a cuidar-nos!

Apesar de tudo ainda há esperança! Ela está dentro de nós.» (SIC)

Retirado daqui

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"Eu só escrevo..."

por José Manuel Alho, em 26.08.12


Eu só escrevo para fazer afagos. 
E porque eu tinha de encontrar um jeito 
de alongar os braços. 
E estreitar distâncias.
Rita Apoena

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Mais alunos por turma,

menos professores

por escola?...

Por JOSÉ MANUEL ALHO

 

Precisamos de Razão. O país precisa de se reencontrar com a pacífica lucidez que distingue os decisores dos seguidores para não sucumbir aos ditames de uma qualquer folha excel. É tempo de repor o primado da política, temperando-o com os imperativos de (mais) uma situação de exceção a que foi sujeito este país de governantes por ainda não ter aprendido a estimar os seus governados.

 

A Saúde, a Justiça e a Educação, pilares tão basilares quanto estruturantes de uma sociedade humanista e solidária, experimentam o desassossego causado por múltiplas reformas e contrarreformas que a comunicação social vai anunciando em parcelas muito toscas, qual exercício de alarme social instigado, muitas vezes, por interesses reconhecidamente inconfessáveis mas totalmente implicados. As reações, por exemplo, ao recente acórdão do Tribunal Constitucional, vertidas com despudorado ódio e inveja sociais, acusaram o despertar de uma cisão cuidadosamente orquestrada para condicionar, chantagear e apoucar o derradeiro bastião de um estado de direito. Lamentável.

 

No caso concreto da Educação, a agitação parece decorrer do vício recorrente de, a cada novo titular da pasta, se impor um turbilhão de medidas legislativas que acentuarão um experimentalismo eventualmente contraproducente em detrimento de uma previsibilidade que estabilize o sistema e devolva aos seus agentes a segurança que lhes permita exponenciar atributos e méritos.

 

Há matérias que não podem estar sujeitas a semelhantes vendavais deliberativos, que espoletam confusões e antagonismos obviamente nocivos à prossecução da missão da ESCOLA. Ademais, importa lembrar que, à semelhança de outros quadros do Estado, estes servidores públicos estão, há muito, sujeitos a constrangimentos de carreira que exigiriam a maior das delicadezas. A saber: as carreiras estão congeladas, não se vislumbrando, a curto/médio prazo, qualquer horizonte de efetiva valorização profissional; os salários foram alvo de considerável redução e, como se sabe, foram cortados os subsídios de Férias e de Natal. Por maior que seja a devoção, não há motivação que se mantenha em níveis desejavelmente coadunáveis com a relevância de tão nobre função.

"Apesar de, para já, não se conhecerem as grandes e prometidas medidas de combate às numerosas incumbências burocráticas ainda imputadas aos Professores - sorvedouro infindo do tempo e da energia cruciais dos educadores - caberá à coletividade manter-se vigilante e intransigente (...)"

 

A recente controvérsia envolvendo Professores ingratamente designados com “horário zero”, a quem frequentemente se recorreu para suprir necessidades permanentes, revelou-se escusada e nem as promessas de estarmos perante “listas provisórias” aliviaram a angústia de profissionais altamente qualificados. Não obstante a instabilidade reinante, a classe docente, mergulhada num desgaste físico, mental e emocional sem limite à vista, também merece (alguma) paz retemperadora.

 

Apesar de, para já, não se conhecerem as grandes e prometidas medidas de combate às numerosas incumbências burocráticas ainda imputadas aos Professores - sorvedouro infindo do tempo e da energia cruciais dos educadores - caberá à coletividade manter-se vigilante e intransigente, refutando, por exemplo, a inevitabilidade de ter por normal o axioma “mais alunos por turma, menos professores por escola”, que parece estar a ser impingido com insustentável ligeireza.

 

José Manuel Alho

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Escolas perto de mim

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Nesta data, este blog comemora o seu 4.º aniversário.

por José Manuel Alho, em 18.08.12

Há 4 anos convosco

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Verdades tão óbvias quanto inevitáveis...

por José Manuel Alho, em 13.08.12

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Para descontrair.

por José Manuel Alho, em 12.08.12

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