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Para (sor)rir - II.

por José Manuel Alho, em 30.09.12

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Para (sor)rir.

por José Manuel Alho, em 29.09.12

Retalhos da governança...


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Políticos que

gostem de pessoas

 

Por José Manuel Alho

 

Portugal e a Europa experimentam tempos de aflitiva indefinição, com lideranças pouco mobilizadoras que assistem ao definhamento da construção europeia tal qual a conhecemos, originariamente centrada na solidariedade.

Os povos periféricos sofrem um processo de estigmatização intolerável, conotados – muitas vezes por culpa própria… - com a preguiça e a irresponsabilidade, para quem a punição deverá ser exemplar mas redentora. Isto é: terá de implicar um sofrimento purificador.

Conceituados historiadores económicos asseguram não estarmos perante nada de realmente novo. Aqui, como nos demais países intervencionados, parece estar em curso a readaptação do Consenso de Washington (CW). Para os menos implicados, trata-se de uma expressão, nascida em 1989, criada pelo economista inglês John Williamson, ex-funcionário do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Numa conferência do Institute for International Economics, em Washington, Williamson elencou um conjunto de políticas que o governo dos Estados Unidos recomendava para a crise económica dos países da América Latina. Atente-se: para a América Latina.

No essencial, o CW preconiza:

·        Abertura da economia por meio da liberalização financeira e comercial e da eliminação de barreiras aos investimentos estrangeiros;

·        Amplas privatizações;

·        Redução de subsídios e gastos sociais por parte dos governos;

·        Desregulamentação do mercado de trabalho, para permitir novas formas de contratação que reduzam os custos das empresas.

Subtraindo ao assunto quaisquer juízos de valor, o Consenso de Washington (CW) sinalizou a premência de a economia ser entregue às leis do mercado até porque – afiançam os seus defensores – a presença estatal inibe o setor privado o obstaculiza o desenvolvimento. Aliás, a redução do tamanho e do papel do Estado foi (e é) dada como prioritária.

"Portugal parece palmilhar, com iniludível fracasso, o trilho que outros já percorreram. Obliterar ou camuflar as evidências seria insano. Mas porque as políticas são feitas por pessoas para as pessoas, cumpre observar o que se passa em nosso redor. Vemos os jovens a adiarem as suas opções de conjugalidade, de parentalidade, vivendo até mais tarde no reduto dos pais. O trabalho está a ser brutalmente desvalorizado e até as relações laborais conhecem alterações absolutamente inusitadas. Repare-se que até parece haver pejo em recorrer ao termo “trabalhadores”, que parece ter caído em desuso, em favor de uma nova nomenclatura assente na perniciosa pompa de “colaboradores”.

Ressalve-se que o CW não tratou, entre outros, de problemas sociais ligados à Saúde, à Educação ou à erradicação da pobreza. Estas questões – garantiram - seriam resolvidas como consequência da liberalização económica. Embora, de início, se revestissem de caráter académico, as conclusões do Consenso lograram cristalizar-se como a receita imposta por agências internacionais para a concessão de empréstimos. Por exemplo, os países que quisessem empréstimos do FMI deveriam ajustar suas economias às novas regras. Para acompanhar o processo das chamadas “reformas estruturais”, o FMI e as demais agências do governo norte-americano fomentaram a monitorização –para muitos, a nova designação para a velha intromissão nos assuntos internos –das alterações "modernizadoras".

Vou dispensar-me de estabelecer quaisquer paralelismos com a situação presente. Não se afigura necessário. Contudo, importa notar o que a História há muito nos ensinou: há receitas que não são transponíveis, régua e esquadro, de país para país ou de continente para continente.

Portugal parece palmilhar, com iniludível fracasso, o trilho que outros já percorreram. Obliterar ou camuflar as evidências seria insano. Mas porque as políticas são feitas por pessoas para as pessoas, cumpre observar o que se passa em nosso redor. Vemos os jovens a adiarem as suas opções de conjugalidade, de parentalidade, vivendo até mais tarde no reduto dos pais. O trabalho está a ser brutalmente desvalorizado e até as relações laborais conhecem alterações absolutamente inusitadas. Repare-se que até parece haver pejo em recorrer ao termo “trabalhadores”, que parece ter caído em desuso, em favor de uma nova nomenclatura assente na perniciosa pompa de “colaboradores”. Confrontamo-nos com um retrocesso civilizacional? Ele será (mesmo) necessário?

Debatemos. Temos liberdade(s). Protestamos. Votamos. Mas de que nos valem estes direitos se quem elegemos não nos governa? Quem votou em outras pessoas ou instituições cujo passado, programa ou rosto desconhecemos?

Existem perigos para a Democracia que poderemos estar a descurar. Por mais grave e séria que seja (um)a crise,  não podemos – nem devemos! –sucumbir a inevitabilidades mal explicadas. Sob pena de sermos parte insignificante de uma folha excel, devemos, mais do que nunca, pugnar por devolver a palavra e a decisão aos políticos. Voltar ao essencial: políticos que gostem de pessoas.

José Manuel Alho

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Pois...

por José Manuel Alho, em 26.09.12

 


"Somos feitos de carne, mas temos de viver

como se fôssemos de ferro."
Sigmund Freud

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Porventura, um retrato bem actual do nosso país...

por José Manuel Alho, em 25.09.12

"Ratolândia"

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Pragmatismo(s)...

por José Manuel Alho, em 24.09.12

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Nem mais!

por José Manuel Alho, em 24.09.12

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Crónica em jeito de (sentida) homenagem.

por José Manuel Alho, em 20.09.12

A Salada d’Amiga

Publicado aqui

Por JOSÉ MANUEL ALHO

O verão, já de malas feitas, apresta-se para abençoar outras terras do globo. Para quase todos, fica o travo amargo de umas férias que começaram tarde e acabaram antes do tempo.

No filme que a vida gravou para memória futura, ficaram quilómetros de estradas erráticas, de paisagens arrebatadoras celebrizadas por praias, montanhas, convívios e romarias que se viveram com o pasmo essencial de quem se deixa suspender pela surpresa dos instantes.

Finou-se aquele “dolce fare niente” da vida entregue ao ócio. Do ócio gratuito que (nos) relaxa sem necessariamente estupidificar.

Setembro, qual chave d’ouro, abençoa os seus apaniguados com um sol que a todos aperta com um calor porventura inusitado para a época. Com este tempo, não apetece nada quente.

Quimbé, trintão abrasonado por um celibato com benefícios, está de volta ao trabalho e também à cozinha. À cozinha onde ganha à vida à custa de uma “ementa verde” e são as saladas que o divertem porque qualquer recomeço –principalmente o que dita o regresso à rotina de sempre… - deve ser feito com coisas simples.

De lenço berrante amarrado à cabeça, inaugura os rituais que sacralizou para não desafiar a sorte. Há superstições que não descura. É melhor não afrontar o oculto. Entrar na cozinha com o pé direito para logo de seguida abrir e fechar todas as gavetas são ações de um protocolo que impôs a si mesmo.

Contudo, sente um vazio que o angustia e oprime. Uma ausência demasiado penosa, que não se ignora com um qualquer truque de algibeira para fintar o pensamento. Falta a Amiga, cadela de raça pequinês. Menos três quilos de gente que o preencheram na última dúzia de anos de uma forma que agora sente insubstituível. Os dois, com incumbências muito próprias, viviam à custa um do outro. Dois animais de hábitos que preenchiam espaços e atenuavam ausências. Uma cumplicidade desinteressada que aprofundaram sem exigências ou outras condições prévias.

"Quis a vida que uma septicémia a levasse num par de dias. Todos os esforços e orações não chegaram para impedir o inevitável. Pediu-LHE que poupasse a Amiga. Propôs-LHE abdicar dos projetos mais queridos de vida só para não perder quem tanto bem lhe fez. Mas nenhum negócio foi feito.

Momentos há em que, à semelhança do que acontecera com duas tentativas de fuga da fiel companheira, alimenta a tonta esperança de que afinal ela voltará a regressar “against all odds”.

Quis a vida que uma septicémia a levasse num par de dias. Todos os esforços e orações não chegaram para impedir o inevitável. Pediu-LHE que poupasse a Amiga. Propôs-LHE abdicar dos projetos mais queridos de vida só para não perder quem tanto bem lhe fez. Mas nenhum negócio foi feito. Chorou como quem perde, da noite para o dia, um pai ou uma mãe que aprendeu a amar e a estimar. Sentiu-se culpado. Perguntou-se “porquê a mim?!”

Impelido por uma dor sem remédio, quis água para afogar semelhante incêndio que lhe consumia as entranhas. Por isso, foi lesto a livrar-se de todos os objetos que eram SÓ da Amiga. E tudo ficou (ainda) mais desabitado.

A vida perdeu sabor e as divisões que ambos atravessavam estão hoje envoltas em recordações mil. Por vezes, ainda fala para a Amiga. Só depois se apercebe que está só.

Momentos há em que, à semelhança do que acontecera com duas tentativas de fuga da fiel companheira, alimenta a tonta esperança de que afinal ela voltará a regressar “against all odds”. Adormecer e acordar são momentos de aflitiva solidão. Esgotou-se aquela patela inesgotável de cores, odores e movimentos que sempre teve por garantida. Revoltou-se. Conformou-se.

Fez o seu luto com a iniludível autenticidade de quem perdeu um dos seus. Suspira sincopadamente por desgosto, que já não quer ocultar ou disfarçar.

Mais do que nunca, esforça-se por encontrar uma forma de a homenagear, um ato que comemore tão assombrosa passagem pela sua vida. Como a Amiga era louca por morangos, Quimbé vai ensaiar uma salada daqueles frutos silvestres com tomates cherry.

Lavou uma dezena de morangos e de tomates cereja. Cortou-os ao meio e temperou-os com sal, pimenta, azeite e vinagre balsâmico. Esperou um quarto de hora e… voilá!

Concluído o derradeiro tributo. A “Salada da Amiga”. Como ela. Simples. Bastante. Incomparável.

José Manuel Alho

 

Uma muito humilde homenagem à QUICAS (1996 – 2012),

a “minha menina”, que adormeceu num sono eterno

no passado dia 2 de setembro.

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Educação.

Quem paga mais

aos professores?

 

 Alemanha e Irlanda completam o top 3.

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Estamos conversados.

por José Manuel Alho, em 18.09.12

Impacto.

FMI defende que baixar a

TSU não é para

promover emprego

 

A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou o governo português contra uma descida da taxa social única (TSU) concebida em função da criação de emprego.

O recado, dado no ano passado quando foi estudado o cenário de baixar a TSU para as empresas que contratassem, alertava para o facto de a medida estar focada na criação de emprego em vez de incidir sobre a competitividade. Na primeira avaliação à execução do programa de ajuda a Portugal, em Setembro de 2011, o FMI defende que “não é óbvio que a promoção do emprego seja um bom substituto do aumento da eficiência”.

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