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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XIII.

A questão da introdução do Inglês nos 3.º e 4.ºs anos entronca no tema que motivou o debate de Leiria: a monodocência no 1.º Ciclo.
Contudo, e SE o tutela clarificar a questão, optando - com todas as implicações que daí decorrerão, mormente na uniformização do conceito de tempo letivo para todos (60 ou 50 min) - pelo fim daquele regime de ensino, poderei ser favorável à introdução do Inglês desde que articulada/conjugada com a questão da excessiva carga letiva no 1.º Ciclo e da reformulação das Metas Curriculares, ostensivamente desfasadas por razões que não importa agora e aqui detalhar. É tudo uma questão de clarificação e de lealdade para com os profissionais do setor.
...seria importante que, a pretexto da introdução do Inglês, se definisse - ao arrepio do crescente experimentalismo que temos vindo a testemunhar - que a matriz curricular no 1.º Ciclo não esteja tão sujeita à "lógica do chouriço" em que se pode pensar e decidir tudo com penosa leviandade pedagógica. Estabilidade precisa-se. O que poderá vir a seguir? O ioga curricular? A macrobiótica curricular? É que, às tantas, o experimentalismo desregrado pode levar-nos ao ridículo...
Nos termos atuais, acho que se perdeu uma boa oportunidade para amenizar/atenuar parte das muitas e graves injustiças que impendem sobre o 1.º Ciclo, razão primeira de um insustentável mal-estar. Isto é: entendo que se poderia ter aproveitado a ocasião para, com as 2 horas de Inglês curricular, se diminuir a carga letiva de 25 para 23 horas. Seria um primeiro passo. E não foi isso que aconteceu. As 2 horas de Inglês continuam na mancha horária letiva dos docentes do 1.º Ciclo para assegurarem apoio educativo. Uma infelicidade que apouca e, uma vez mais, menoriza o estatuto profissional deste grupo de professores em particular.
Esta questão da brutal carga letiva para professores e alunos do 1.º Ciclo é crucial, premente e, por isso, inadiável. Tem de ser encarada, debatida e resolvida, ouvindo os profissionais e as organizações de Pais e Encarregados de Educação uma vez que os petizes não têm nenhum sindicato que os defenda de tão violentas "inovações".
Por último, seria importante que, a pretexto da introdução do Inglês, se definisse - ao arrepio do crescente experimentalismo que temos vindo a testemunhar - que a matriz curricular no 1.º Ciclo não deva estar tão sujeita à "lógica do chouriço" em que tudo se pode pensar e decidir com penosa leviandade pedagógica. Estabilidade precisa-se. O que poderá vir a seguir? O ioga curricular? A macrobiótica curricular? É que, às tantas, o experimentalismo desregrado pode levar-nos ao ridículo...
Os diretores escolares querem que o Ministério da Educação permita às escolas ter professores coadjuvantes nas turmas do 1.º ciclo para apoiar o trabalho na aula, já que as turmas podem ter até 26 alunos.
“As turmas do 1.º ciclo deveriam ser mais pequenas, para permitir um ensino mais personalizado. Se as turmas tivessem menos alunos isso iria reduzir as situações de insucesso e indisciplina nos anos seguintes”, disse à Lusa Filinto Lima, vice-presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
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Recordo-me do debate de Leiria sobre a monodocência no 1.º Ciclo. Filinto Lima (FL), confesso, deixou-me uma impressão favorável, bem longe de muitos cromos que, quando ascendem a cargos diretivos, logo se apressam, num rasgo de provinciano deslumbramento, a prescindir do seu estatuto/condição de Professores. Parece-me ter uma visão desempoeirada das questões centrais, embora - há que reconhecê-lo - numa lógica invariavelmente concatenada com a sensibilidade peculiar de quem é/está na gestão. Não será por acaso que NÃO prescinde da sua atividade letiva, isto é, não optou por deixar de dar aulas, um daqueles extras que parece animar muitos dos que buscam tão extremoso carreirismo.
Esta intervenção poderia, no essencial, ser subscrita por qualquer Professor do 1.º Ciclo, excetuando, claro está, a expectativa de que o despacho de organização do próximo ano letivo se mantenha. Até porque se trata de um diploma que passou a comportar sufocantes injustiças e trágicas brutalidades que visaram - sem rebuço ou qualquer esforço de dissimulação - menorizar o exercício da função docente por aqueles docentes em particular.
Daí que, apesar de FL defender o fim da Monodocência, esteja longe de ser um inimigo do 1.º Ciclo e dos profissionais que nele exercem tão relevantes funções. Bem pelo contrário. Aparenta partilhar de muitas das preocupações e reparos que os docentes do setor há muito vêm apontando.
Esta intervenção poderia, no essencial, ser subscrita porqualquer Professor do 1.º Ciclo, excetuando, claro está, a expectativa de que o despacho de organização do próximo ano letivo se mantenha. Até porque se trata de um diploma que passou a comportar sufocantes injustiças e trágicas brutalidades que visaram - sem rebuço ou qualquer esforço de dissimulação - menorizar o exercício da função docente por aqueles docentes em particular. O exemplo que vicejou foi a questão da subtração do intervalo. Uma vergonha.
No entanto, o grande comentário que a intervenção de FL logo me suscitou foi: estas não só poderiam como deveriam ser as preocupações a as propostas dos sindicatos supostamente representativos de TODOS os docentes.
Mal estão os professores se, para a defesa de questões tão primárias quanto basilares, só podem contar com a voz do vice-presidente Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas!
Estamos, por isso, conversados sobre o ponto a que chegou o outrora sindicalismo docente e, acima de tudo, estamos esclarecidos sobre a qualidade da intervenção destes sindicatos em matérias atinentes ao 1.º Ciclo...
Depopis de tantas maldades estranhamente consetentidas, será que o homem sente algum... ?