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Que vergonha! Uma indignidade.

por José Manuel Alho, em 25.06.16

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O candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, continua a colecionar seguidores de estimação, nada sintonizados com o seu cardápio político. Meryl Streep agitou as redes sociais com fotos e vídeos de uma atuação ao vivo na gala anual do Public Theater. Vestiu-se como o milionário, não descurou a proeminente barriga e nem sequer a peruca e o creme em dose industrial enjeitou para se aproximar do cromo a que deu corpo quando interpretou uma paródia da canção “Brush Up Your Shakespeare”, da peça "Kiss Me Kate", de Cole Porter.

 

Não menos corrosivas terão sido as palavras de Jonah Peretti, CEO do BuzzFeed, quando asseverou. «Nós não publicamos anúncios a marcas de tabaco porque é um perigo para a nossa saúde e não vamos aceitar publicidade a Trump precisamente pela mesma razão.» Se a moda atravessa o Atlântico...

 

Pacheco Pereira, que marcou presença num debate no congresso do PS, foi contundente quando concluiu que «sem acabar com o Tratado Orçamental, a política da Europa é oficialmente neoliberal» rematando: «quem decide em Bruxelas são outros governos e burocratas que não são eleitos. Isto é gravíssimo.» À custa deste vigor, cresce o número de vozes a propor que Pacheco Pereira ingresse no PS por troca com Francisco Assis, que se passaria para o PSD. E, em ambos os lados da contenda, cresce a percentagem dos que só veem vantagens na permuta.

 

Por fim e a pretexto da vergonhosa saga das touradas em Portugal, que subsiste nos ecrãs da televisão pública com pífia frequência, vem-me à memória o pensamento de Mark Twain quando alertou: «Se recolheres um cão que ande meio morto, podes engordá-lo e não te morderá. Essa é a diferença mais notável que existe entre um cão e um homem.»

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Soltas de Albergaria.

por José Manuel Alho, em 21.06.16

Atente-se que a palavra arqueologia derivada do grego archaios, que significa “antigo” e de logos, que significa “ciência”. Mais do que nunca, a arqueologia assumiu-se como ciência social de crucial importância para melhor conhecer e compreender o passado do homem e das civilizações através do estudo de vestígios que perpassam séculos de existência.

E porque Albergaria acolhe a estação arqueológica de São Julião, na freguesia da Branca, um povoado do fim da Idade do Bronze, entre 1000 e 700 anos antes de Cristo, cumpre saudar a iniciativa da edilidade. Com efeito, a Câmara Municipal e o Centro de Arqueologia de Arouca estão a recrutar voluntários para as escavações arqueológicas em São Julião, que vão ser retomadas entre 1 e 19 de agosto. Em complemento, sublinhe-se que a autarquia disponibilizará o transporte entre o centro da cidade e o local das escavações, o almoço na cantina municipal, o seguro e um diploma de participação para mais tarde sancionar a memória de uma experiência ao jeito de uma memorável epopeia “Ainda sei o que fizeste no Verão passado”.

 

Depois de parada, a Parada da Primavera saiu à rua no passado dia 11. As ruas engalanaram-se e encheram-se de um colorido que tem escasseado no horizonte das nossas esperanças. Ainda assim, importa notar que o projeto “Albergaria em Flor – Unidos Criamos Valor” teve o mérito de implicar diferentes serviços da Câmara Municipal – Divisão de Planeamento, Gestão Urbanística e Requalificação Urbana, Divisão de Educação, Ação Social, Cultura e Desporto, Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos bem como a Prave – Associação para a Promoção de Albergaria-a-Velha

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Quem se preocupa com o logro da TDT?

por José Manuel Alho, em 06.06.16

À semelhança do que acontece um pouco por todo o país, persistem as falhas na Televisão Digital Terrestre (TDT) que serve a população do concelho de Albergaria-a-Velha. Afiançam os entendidos que o que estará a afetar a rede dever-se-á ao facto de, em Portugal, se ter escolhido uma única frequência de operação para todo o continente e à variação do alcance do sinal em razão de mudanças na atmosfera. Uma vergonha que também subsiste com o silêncio cúmplice das autarquias, aparentemente alheadas da obrigação de denunciarem e forçarem a resolução do problema que penaliza os mais pobres e os idosos, para quem a televisão é um trunfo no combate à solidão crescente.

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Curtas de Albergaria.

por José Manuel Alho, em 03.06.16

A última edição do jornal Correio de Albergaria fica marcada pela entrevista – muito bem conduzida - a José Licínio Pimenta. Esteve em plano de mérito o entrevistado, com um discurso globalmente consistente e articulado, que anuncia um tempo de séria e profícua confrontação. Na memória de muitos ficou a apreciação assente na «confirmação de que não há um projeto político. Vivemos de impulsos. Tomam-se decisões avulsas, pontuais, desgarradas…» para logo sentenciar que estaremos confrontados com «uma gestão com mar à vista!»

 

Albergaria conVIDA 2016. O certame que promete animar o concelho e a região de 30 de junho a 3 de julho confirma a crescente relação entre a qualidade do cartaz e a inexorável proximidade com as próximas eleições autárquicas. Sem ingenuidades ou falsas purezas, tudo o que de agora em diante se observar estará longe de se esgotar na inocente espuma dos dias. Do poder vigente à oposição que se anuncia, tudo se move(rá) em função de previsíveis interesses eleitoralistas.

 

E o povo gosta de festa! Dos stands promovendo o melhor do artesanato e economia locais, passando pelas tasquinhas e outras mostras gastronómicas com garantida adesão, até aos concertos com artistas de inegável qualidade, a edição 2016 daquele evento antecipa um êxito consensual. Aliás, os concertos prenunciam impressivas molduras humanas na Quinta da Boa Vista/Torreão.

 

Atentemos: vindos da Argélia, os Tinariwen, que em 2012 arrecadaram um Grammy como melhor álbum de World Music, marcarão presença para exaltar as sonoridades do deserto ou dos touaregs, numa viagem que se adivinha impactante. Seguir-se-á o grupo português HMB (Heber Marques Band). Regressado de uma digressão pela Namíbia, Botswana e Zimbabwe, HMB promete contagiar o público com a sua onda soul, que decerto não dispensará o seu grande sucesso “O Amor é assim”. A mui consagrada Áurea entrará em cena no dia 2 de julho para no dia seguinte o evento encerrar com os D.A.M.A., que este ano também atuaram no Palco Mundo do Rock in Rio Lisboa.

500 anos do foral. A vila de Paus, na freguesia de Alquerubim, viajou até à época do Renascimento para assinalar os 500 anos da atribuição do foral pelo rei D. Manuel I. Numa coorganização da edilidade, Junta de Freguesia de Alquerubim e AlbergAR-TE, as celebrações, ocorridas no Largo de Nossa Senhora das Dores, contemplaram uma feira quinhentista, que incluiu recriações históricas, desfiles e animação de rua com contadores de histórias, gaiteiros e malabaristas. Uma iniciativa que merece justo louvor.

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Entregues aos morcegos e às aves agoureiras?

por José Manuel Alho, em 02.06.16

O Sport Lisboa e Benfica (SLB), origem e causa de muitas das minhas irracionalidades, conquistou o seu 35º título de campeão nacional. Confesso que, de início, aceitei cingir-me aos prognósticos de um otimista bem informado. Contudo, a temporada veio confirmar que o SLB possuía a vantagem de ter um coletivo determinado, solidário e genuinamente empenhado em conquistar o tricampeonato. Somou-se a este quadro de virtudes um técnico sábio e comprometido com uma brutal mudança de paradigma. Extirpada do balanço a questão da guerrilha estabelecida fora das quatro linhas, que inquinou a esmagadora maioria das análises conhecidas, Rui Vitória é, para mim, o grande vencedor da época ora encerrada.

 

Uma vez mais, o defeso ameaça a destruição de uma equipa campeã. Seja pela necessidade se suprir obrigações várias, seja pelo imperativo de não desperdiçar excecionais oportunidades de negócio, o SLB tem como provável o embaraço de reconstruir um plantel. Neste particular, temo pela abordagem do presidente Luís Filipe Vieira (LFV). O homem revelou-se uma máquina desenfreada quando toca a vendas - até temo que o roupeiro possa ser transacionado se houver uma boa proposta… - mas de uma confrangedora pobreza em matéria de gestão e sensibilidade desportivas. Falta a LFV a paixão e o vínculo emocional de quem ama o futebol. Não bastará confiar, como sucedeu nos dois últimos anos, na sorte. A ver vamos.

 

Entretanto, o país continua fiel ao seu perfil de ancestrais indefinições. Ou, como descrevia Teixeira de Pascoaes, em carta ao amigo Miguel de Unamuno, de outubro de 1908: «N’este momento Portugal é um mysterio. É impossível a gente calcular o que virá a ser delle! É uma Pátria que a noite envolve, entregue aos morcegos e às aves agoureiras. Aqui não se vê um palmo adeante do nariz; é tudo confusão e sombra. ... Portugal atravessa uma hora indecisa, gris, crepuscular, do seu destino. Será o crepúsculo que precede o dia e a vida, ou o crepúsculo que antecede a noite e a morte? Não sei, não sei, não sei…»

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