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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XIII.

Foto: Município de Albergaria-a-Velha
No passado dia 14, teve lugar a inauguração do novo mercado municipal, agora chamado “A Praça”. Segundo a edilidade, «a obra contemplou um investimento de cerca de um milhão e setecentos mil euros, e teve financiamento dos fundos comunitários, através do Programa Operacional Centro 2020». Luís Tavares Pereira é o autor do projeto de requalificação, que contempla espaços de venda, de restauração, entre lojas de comércio/serviços e nove bancas com abertura para a praça central.
Os custos de um ano que quase virou… dois! Infelizmente, para uma obra com um prazo de execução de 365 dias e um contrato escrito de empreitada celebrado a 7 de julho de 2016 (!), é credor da maior inquietação o facto de (só) ter sido oficialmente inaugurada em abril de… 2018.
As contas da requalificação do mercado NÃO estão fechadas. Em Albergaria, a intervenção falhou OSTENSIVAMENTE nos capítulos do estacionamento e do incremento do comércio.
Fatores de atratividade: o alargamento do horário de funcionamento, o serviço de carrinhos para efetuar as compras no mercado, as entregas ao domicílio.
Quantos clientes conseguirá “A Praça” desviar das superfícies comerciais já existentes em Albergaria?
Na verdade, a adjudicação do preço da requalificação da obra foi de 1.499.171,93 € (com IVA). No entanto, o PREÇO FINAL da obra até ao momento (montante provisório) é de 2.341.673,05 € (com IVA), valor que inclui todas as despesas relacionadas, diretamente e indiretamente, com o mercado, de acordo, aliás, com a informação prestada na reunião de Câmara, de 7 fevereiro passado.
Mesmo tratando-se de uma empreitada há muito legitimamente reclamada pela população, cujo impacto inicial – não duvidamos – deverá ser positivo, importa alertar a opinião pública que as contas atinentes à requalificação do mercado NÃO estão fechadas porque:
Em resumo, além dos prazos terem sido claramente ultrapassados, ainda teremos de esperar para saber se existirão trabalhos a mais, trabalhos a menos, erros ou omissões porque, em princípio, afigura-se provável que os valores finais possam ser (muito) mais elevados do que os agora revelados.
A questão do estacionamento. Aos novos mercados municipais aplicou-se uma nova estratégia que assenta na fidelização dos cidadãos, através da criação de infraestruturas no centro das cidades, nomeadamente ao nível de estacionamento, ruas pedonais e respetiva dinamização do comércio local. Em Albergaria, a intervenção parece ter falhado OSTENSIVAMENTE nos capítulos do estacionamento e do incremento integral e harmonioso do comércio envolvente.
Em rigor, investimentos tão avultados não poderão – como aparenta verificar-se no caso albergariense - confinar-se a simples projetos de intervenção física no edificado e abertura de espaços âncora para trazer pessoas aos mercados. É crucial intervir de forma combinada na organização, na gestão, e, sobretudo, no maior veículo de comunicação que é o marketing. Neste particular, não confundir marketing com a manobra propaganda ponderada para esta inauguração. De gosto muito questionável.
Apesar de os mercados terem algumas vantagens competitivas, nomeadamente ao nível da qualidade dos produtos frescos e da relação de proximidade vendedor-consumidor, assoma-se o imperativo de viabilizar outros fatores de atratividade como formas de fidelização do cliente. A saber: o alargamento do horário de funcionamento, o serviço de carrinhos para efetuar as compras no mercado, as entregas ao domicílio, a realização de eventos de dinamização dos espaços e campanhas de promoção.
De momento, o que se pode antecipar n´”A Praça”, na maioria destes domínios, não antecipa nada de tranquilizador. Resta até saber quantos clientes conseguirá desviar das superfícies comerciais já existentes em Albergaria. Ademais, afiguram-se excecionalmente dispendiosos os encargos com a manutenção de um equipamento à base de ferro e vidro.
Falta dinheiro nas ATM da Branca. Acumulam-se os relatos de falta de dinheiro nos dois terminais de levantamento de dinheiro, abreviadamente designados de ATM, da vila da Branca. Novos e velhos, com maior ou menor dificuldade, têm experimentado a frustração de regressarem de mãos vazias. Uma situação que penaliza fortemente a economia local, com danos e implicações que urge valorar cabalmente. Numa altura em que também cresce o rumor que aponta para o encerramento da estação dos Correios local, conjugada com a descida consistente da população eleitora naquela freguesia, cumpre dar voz à exortação de Alírio Silva, jornalista branquense: «Por favor, não matem a nossa Branca!»
José Manuel Alho

Os direitos laborais em visitas de estudo na ótica desta Câmara Municipal. Estão para breve as tradicionais deslocações das turmas do 4.º ano do Concelho à Assembleia da República. A edilidade marca a hora e escolhe a data. Desrespeitados preceitos elementares da legislação laboral, os professores serão, sem qualquer compensação, empurrados para, durante aproximadamente 15 (!) horas – se tudo correr bem - estarem em contacto direto e continuado com crianças. Tudo isto, assinale-se, sucede num tempo (século XXI) em que até os motoristas de autocarro têm de ser substituídos logo que esgotado o período legalmente permitido de condução e registado no competente tacógrafo. E nem o almoço a autarquia, como chegou a fazer no passado, se propõe oferecer aos docentes, funcionários e alunos.
A segurança das crianças em visitas de estudo na ótica desta Câmara Municipal. Esquecida ou simplesmente insensível às questões laborais – sim, os professores (também) são trabalhadores – a Câmara foi, no entanto, lesta a informar os dois agrupamentos de escolas concelhios que, além das certidões de idoneidade, das raquetes e dos coletes refletores – nem isso terão conseguido providenciar - cada aluno deverá trazer de casa o assento elevatório. Como se isto já não fosse assaz vexatório, a cereja no topo do bolo é a justificação aduzida para tão pífia solicitação: devem os alunos trazer o assento elevatório porque os autocarros alugados pela Câmara para a deslocação a Lisboa – pasme-se! – não dispõem do tal banquinho que, sublinha-se, é exigido por Lei.
Não haverá dinheiro para garantir a segurança de crianças durante uma longa e extenuante viagem à capital do país, mas já haverá dinheiro para outras atividades genuinamente sagradas para a prossecução do interesse público como subsidiar coros litúrgicos, menoscabando flagrantemente o princípio - esse sim, venerável - da laicidade do Estado.
Conclusões: sem qualquer aparente arremedo de estima ou consideração, o município dispõe dos professores (afetos ao Ministério da Educação) a seu bel-prazer, e, como entidade promotora da atividade, parece prescindir do cumprimento da lei no que concerne aos assentos elevatórios, remetendo para os Pais dos petizes o ónus de respeitar a legislação aplicável pois, pelo que se vê, não estará para alugar autocarros com essas minudências dos assentos elevatórios. Mas… pergunta-se: e aqueles cujos pais não têm carro, os filhos dos mais pobres, ficarão EXCLUÍDOS? Não haverá dinheiro para garantir a segurança de crianças durante uma longa e extenuante viagem à capital do país, mas já haverá dinheiro para outras atividades genuinamente sagradas para a prossecução do interesse público como subsidiar coros litúrgicos, menoscabando flagrantemente o princípio - esse sim, venerável - da laicidade do Estado.
Como diria o outro, referindo-se aos autoproclamados espertos, «é preciso ter lata»!
José Manuel Alho

Reabilitação Urbana. Como se sabe, os municípios portugueses apostam, cada vez mais - e muito bem - na reabilitação urbana. Muitos criaram até as suas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) há cerca de dois ou três anos. Assim, importa, antes de mais, esclarecer o cidadão comum sobre o que é uma ARU: trata-se de uma área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas, dos equipamentos de utilização coletiva e dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva - designadamente no que se refere às suas condições de uso, solidez, segurança, estética ou salubridade - justifica uma intervenção integrada, através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor.
O que se passa em Albergaria. O ALERTA. Decorre do Regime Jurídico da Reabilitação Urbana que os municípios dispõem de um prazo máximo de três anos para a elaboração e a aprovação das Operações de Reabilitação Urbana delimitadas anteriormente. Por isso, os respetivos prazos de validade podem estar a terminar. E se tal acontecer, uma consequência imediata penalizará o interesse público: os benefícios fiscais estabelecidos com a criação de uma determinada ARU caducam, i.e., ficam sem efeito. Seria trágico porque acarretaria prejuízos vários e seria um gigantesco passo atrás para ulteriores investimentos em reabilitação urbana, que sempre se desejam viabilizados com celeridade e fiabilidade. Pergunta-se: será este o cenário que se pode esperar em Albergaria-a-Velha e Angeja? É que passaram os tais 3 anos e, no terreno, pouco se vê, excetuando um “jeito” ou outro… Está dado o alerta.
O tributo (mais que) merecido a Flausino Silva. No passado dia 22 de março, teve lugar a Reunião Festiva de Homenagem Profissional a Flausino Silva, promovida pelo Rotary Club de Albergaria-a-Velha (RCAAV), que também comemorou o seu 1.º aniversário. Flausino José Pereira da Silva é um empresário e dirigente associativo, natural da freguesia da Branca, nascido em 27 de Agosto de 1938. Em 1969, licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, tendo ainda frequentado o 3º ano de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, bem como o 1.º ano do Curso de Estudos Europeus da mesma Universidade. Tem ainda o Curso de Alta Direção, da AESE Business School. Com um intenso percurso profissional, iniciado em 1952, trabalhou desde tenra idade na Serração da Branca, na Fábrica do Caima, na GEEFO – Gabinete de Economia Estudos e Organização (Porto) e, mais tarde, nas Minas e Metalurgia do Palhal. Sabe-se que sua participação na Juventude Agrária Católica influenciou a sua formação e intervenção profissional, cultural e social. Em 1981, fundou, com o seu principal sócio, o Eng. Manuel Valente, a Durit – Metalurgia Portuguesa Tungsténio,Lda. É igualmente Administrador do Grupo Durit, um universo empresarial formado por nove firmas, com mais de 750 trabalhadores, tendo espalhado os seus produtos pelos cinco continentes e abrindo sucursais na Alemanha, Brasil e Espanha.
Com uma forte vocação para a área social, fundou, em 1987, a Probranca - Associação para o Desenvolvimento Sociocultural da Branca. Na área cultural, como dirigente da Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca (ARMAB), impulsionou a expansão das atividades e o ensino da música. A nível político, recorde-se que foi deputado à Assembleia da República, tendo sido decisivo, durante a 5ª legislatura, para a elevação de Branca e, posteriormente, de Angeja e Dornelas (Sever do Vouga) à categoria de vilas. Foi o Primeiro Presidente da Assembleia Municipal de Albergaria-a-Velha e seu membro durante anos. Entre 2001 e 2013, foi Vice-Presidente da Câmara Municipal. Andou (muito) bem o RCAAV, na pessoa do seu presidente, o incansável e sempre resoluto Carlos Goulart, quando decidiu prestar tributo a tão marcante individualidade.
O Rotary Club de Albergaria-a-Velha, que agora completou o seu primeiro ano de vida, é um projeto com mais de 3 anos de existência, cujo arranque contou com o apadrinhamento do Rotary Club de Aveiro. Em 22 de março de 2018, o Rotary International aprovou a admissão do Clube de Albergaria-a-Velha, tendo vindo a desenvolver algumas iniciativas meritórias de apoio a instituições albergarienses, sobressaindo os casos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, APPACDM e o Aconchego, entre outras parcerias com coletividades e organismos públicos. No imediato, sabe-se que tem já na forja alguns projetos e ações visando a participação e o envolvimento de toda a comunidade. Possui atualmente 27 membros de distintas categorias profissionais. Por ser um clube de profissionais, está particularmente motivado para o reconhecimento do valia profissional de pessoas com relevantes e especiais serviços prestados à coletividade local, como foi o caso de Flausino Silva.