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Albergaria. Para memória futura.

por José Manuel Alho, em 18.04.19

A respeito do investimento em aquisição de terrenos na Zona Industrial (ZI), a financiar por empréstimo de médio/longo prazo, importa lembrar que a bancada social-democrata na Assembleia Municipal deixou bem claro ser favorável ao investimento na expansão da Zona Industrial, uma área considerada prioritária e estratégica para o desenvolvimento da nossa terra.

 

O problema é que, neste caso concreto, se desconhece a estratégia do Município. Parece até subsistir uma atmosfera de secretismo absolutamente insustentável. E isso impede-nos de formar uma opinião sustentada sobre a matéria. Em bom rigor, estamos perante um avultado investimento que deveria ser enquadrado por um plano estratégico que se percebe agora não existir.

 

E a atestar, a confirmar esta ausência de estratégia de quem está no poder desde 2013, existe um vasto leque de questões que continuam sem resposta cabal do atual executivo camarário. A saber:

  • Qual o plano e a estratégia para a aquisição destes terrenos?
  • Quantos lotes de terreno e áreas por lote irão ficar disponíveis para venda?
  • Qual é a estratégia e o plano de expansão?
  • Além da compra de terrenos, que valor se terá de despender para infraestruturar os eventuais lotes e/ou arruamentos?
  • Qual o plano de investimento global?
  • Que tipo de empresas se poderão instalar nestes terrenos?
  • Existe algum estudo económico que sustente estas aquisições?    

 

Cumulativamente, note-se que, para quem tanto desdenha a herança recebida, nem sequer foi alterado o regulamento de cedência de lotes da Zona Industrial – o que ainda está em vigor foi aprovado em 2003! De resto, houve uma aprovação, em plano, da expansão da ZI, que abrange 18.600 m2 ainda pertença da Câmara Municipal, resultante – atente-se - da compra dos terrenos à Portucel. Por isso, a pergunta que se impõe fazer é: por que razão a Câmara ainda não disponibilizou esses terrenos?

 

Nestas circunstâncias, de ausência de informação esclarecedora, não foi possível aceitar passar um cheque em branco e, por coerência à posição já assumida em reunião de Câmara, onde este assunto também foi apreciado, só restou optar pela abstenção.

 

Na verdade, mais do que sermos favoráveis ao investimento na ZI, defendemos que se afigura premente cuidar das empresas que lá estão. E sobre isso, o que se tem ouvido é…”bola”!

De nada valerá, aliás, espingardar contra a imprensa local pois é “óbvia” a sua missão de, somente, retratar o que viu e ouviu e não o que alguns lhes soprarão ao ouvido.

 

Pelos vistos, há campanhas que não conhecem interrupções e agendas pessoais que nunca esmorecem.

 

É certo que se poderia, num rasgo pouco abonatório para coisa pública, sucumbir à tarimbada - e, ao que parece, há muito testada - sapiência de quem se gabará estar em condições de recomendar as «5 dicas para contares a mentira mais convincente de sempre». Se a nossa têmpera não fosse alérgica a expedientes que ofuscam a nobreza de quem está para somar pela Verdade e pela Honestidade, seríamos lestos a ter um ar sério, a escolher algo que pudesse realmente acontecer, contando mentiras com naturalidade, sem sorrir. Para nos divertirmos.

 

Não. Não somos dessa estirpe nem permitimos que nos confundam com esses despachos. Enganar as pessoas não nos diverte.

 

Para memória futura.

José Manuel Alho

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Vivemos tempos interessantes e, à sua maneira, inquietantes. O advento das novas tecnologias da informação e da comunicação desbravou um caminho que, tendo sublimado os benefícios de uma sociedade (presumidamente) mais informada, exponenciou as dúvidas de quem vê, a uma escala planetária, o incremento do uso das redes sociais combinado com o aumento da interação homem-máquina.

 

De facto, o acesso à informação nunca esteve tão próximo do cidadão anónimo. Nunca experimentámos uma comunicação tão rápida e efetiva como aquela que é proporcionada pelos meios tecnológicos atuais.

Se é certo que é importante manter a ligação ao mundo virtual, não deixa também de ser um imperativo urgente combater a despersonalização das relações humanas pelo que uma animada tertúlia, longe de violar os habituais padrões de privacidade, será sempre insuperável.

 

Confrontados com um mosaico vincadamente complexo - que ainda não desnudou cabalmente o impacto da tecnologia na sociedade contemporânea, na indústria, nas empresas e nas organizações - cumpre, mais do que nunca, investir na formação dos cidadãos por forma a saberem adequar comportamentos e atitudes que ajudem à consolidação de uma sociedade genuinamente plural, humanista e tolerante.

 

A generalização de novas aplicações, de novas abordagens e de novas formas de atuar trouxe outros paradigmas e demandas aos universos económico, técnico, social e político, que, por ora, não terão merecido uma resposta integrada e proporcionada. A gestão do risco, nesta arena digital, onde o ciberespaço parece não conhecer fronteiras, assoma-se como o desígnio porventura mais exigente que hoje se coloca ao utilizador, ao legislador, ao investigador ou ao decisor.

 

Confinando-me à temática das redes sociais, um dos acontecimentos mais impactantes desde a revolução industrial, importa reconhecer que vieram, à semelhança de outros ensaios historicamente documentados, (tentar) dar resposta a uma das necessidades mais primitivas do ser humano: a da socialização. No caso concreto do Facebook, sabe-se agora que, se fosse um país, seria o segundo maior em densidade populacional, ficando entre a China e a India, com quase 1,5 bilião de utilizadores ativos.

 

Em consequência, as relações humanas enfrentam hoje intensas metamorfoses, assentes, principalmente, no encurtamento de distâncias e na redução do tempo, evidências que logram precipitar reações e decisões. A repercussão no consumo é incontroversa. As dinâmicas provocadas pela troca de informação mudaram a forma de como as pessoas e as empresas se relacionam, fomentando a conceção de novos produtos, a difusão de novas necessidades de consumo e a propagação de novos comportamentos.

 

Como em tudo na vida, o recurso desregrado às redes sociais, ainda que socialmente aceite, pode ser nocivo para o indivíduo ao ponto de ser fator de ansiedade e até de dependência. O melhor da vida não acontece nas redes sociais e o pior de nós está longe de merecer o “like” de multidões voyeuristas.

 

Se é certo que é importante manter a ligação ao mundo virtual, não deixa também de ser um imperativo urgente combater a despersonalização das relações humanas pelo que uma animada tertúlia, sempre acutilante e participada, longe de violar os habituais padrões de privacidade, será sempre insuperável.

José Manuel Alho

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