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Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:

  1. João Agostinho Pereira, o antecessor de António Loureiro no cargo, decidiu suportar as despesas com a ampliação daquele mesmo centro, embora fosse competência do Ministério da Saúde.
  2. O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
  3. De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.

 

Na sequência do que aqui escrevi,  percebe-se que o executivo camarário, liderado por António Loureiro, e Pedro Almeida, responsável pelo ACES do Baixo Vouga, consensualizaram que o Centro de Saúde «é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde».

Fica para mais tarde a explicação que ajudará a compreender, contextualizando, tão acérrimo alinhamento de posições.

De resto, o que se pode concluir é que, com este argumentário, ambos ficam mal na foto do julgamento da opinião pública, assente no calejado senso comum dos cidadãos contribuintes.

Dando de barato que a coisa será assim tão linear, um e outro merecerão forte censura pública pois, com tantos e tão antigos alertas, não se distinguirá a omissão da inação. Se a uma das partes caberia resolver; à outra incumbiria, pelo menos, pressionar e disponibilizar recursos que ajudassem à resolução ATEMPADA do(s) problema(s).

A verdade é que em múltiplas ocasiões tenho abordado, neste espaço ou na Assembleia Municipal (pelo PSD), diversas questões que, infelizmente, contendem com a desvalorização a que foi votado setor não crucial para a qualidade de vida dos albergarienses. Dissemos, após visita, em maio passado, àquela infraestrutura, que urgia, sem outros expedientes dilatórios ou desculpabilizantes, encontrar soluções para os problemas mais prementes:

  • Centenas de utentes de Valmaior sem médico de família;
  • Carência de pessoal administrativo;
  • Beneficiação urgente das instalações, assegurando a manutenção regular dos espaços envolventes.

 

Denunciado tão clamoroso descaso, houve logo quem, nos dias a seguir à nossa visita, se tenha apressado a sacudir a água do capote, refugiando-se no (atamancado) argumento “não é competência da Câmara Municipal”. Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:

  1. João Agostinho Pereira, o antecessor de António Loureiro no cargo, decidiu suportar as despesas com as obras de ampliação daquele mesmo centro, embora fosse competência do Ministério da Saúde.
  2. O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
  3. De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.

 

Isto é, quando há vontade política, o atual executivo até faz o que dele se espera. Na área da Saúde, a vontade para fazer melhor em favor das pessoas é que não parece ser muita…

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A degradação da Saúde em Albergaria

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Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 

 

Ontem, na sua página do Facebook, o Jornal de Albergaria (JA) noticiava «O Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha foi encerrado, por falta de condições de segurança, pela ACES. Os populares afirmam que chove dentro do edifício, havendo vários baldes para “apanhar” a água que vai caindo pelo teto e paredes, poças de água de dimensão considerável.« De seguida, lia-se: «Perante as parcas condições de segurança, a recolha de sangue também foi cancelada.»

Como de costume, houve logo, segundo o mesmo jornal, quem se apressasse a garantir que «este é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde», rematando o JA «Foi o responsável pelo ACES Baixo Vouga (Agrupamento de Centros de saúde), Dr. Pedro Almeida, quem mandou encerrar o edifício.» (sic)

Como a degradação daquele equipamento vem sendo notícia desde há largo tempo, não deixa de ser (ainda mais) censurável a assunção de responsabilidades por aquele responsável do ACES do Baixo Vouga. Há muito que se sabe que a população está a ser prejudicada por tamanha inação, evidência que deveria ter obrigado os envolvidos, em tempo oportuno, a escolher uma de duas opções:

ou

1. se sentem capazes de resolver o problema e... resolvem-no!

ou

2. retiram consequências da sua incapacidade e agem em conformidade, dando o lugar a quem saiba e possa pôr termo a tão vexatório degredo, que os albergarienses nunca mereceram.

Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro? 

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Porque hoje é sexta-feira.

por José Manuel Alho, em 25.10.19

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Sei que vou correr o risco de ser mal interpretado. Um olhar porventura impiedoso ainda me confundirá com uma alma presunçosa. Ainda assim, aí vai: a mediocridade está a ganhar proporções que nos ameaçam enquanto coletividade.

O chico-espertismo, reiteradamente assente na mentira grosseira e no fingimento de vistas (muito) curtas, exacerba-se. Existem demasiadas sombras neste jogo de perceções induzidas. As camuflagens do corpo e da alma (des)gastam-se com tonta facilidade. A ditadura da aparência impõe, como nunca, a sua lei.

A Autenticidade é filha da Verdade e do Caráter. Infelizmente, é toda uma família à beira da ruína…

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Albergaria. Uma questão de asseio e limpeza.

por José Manuel Alho, em 24.10.19

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Foto retirada daqui

 

Além das escandalosas falhas na recolha diária dos resíduos urbanos, na limpeza e higienização dos contentores, que colocam sérios riscos ambientais e de saúde pública,  cumpre notar que Albergaria podia (e devia!) estar mais asseada. Excetuando o centro da cidade, tudo o resto aparenta um desleixo que se afigura, a todos os títulos, reprovável.

Urge planear, de forma mais proficiente, a varredura dos arruamentos, a deservagem ou desmatação e, principalmente, a lavagem de ruas e a limpeza de sarjetas e sumidouros. Este serviço, para quem o menospreza, é fundamental na limpeza urbana, uma vez que evita o surgimento de bacias de água, facilitando o escoamento das águas pluviais.

Assuntos que, atente-se, só importam a autarcas diligentes.

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Juntas Médicas.

por José Manuel Alho, em 23.10.19

Sucedem-se os relatos, em forma de denúncia, sobre o que se irá passando na reserva das salas onde médicos e utentes se encontram para dirimir factos e argumentos. Momentos que terão ganho inusitado dramatismo muito por força de um enquadramento legal que parece estar mais vocacionado para a poupança do que para a salvaguarda da especificidade de cada caso.

Acumulam-se queixas de absoluto desrespeito, a roçar a crueldade, que deveriam suscitar aturado escrutínio. Importaria saber, em matéria de Ética na medicina, qual a posição que a Ordem dos Médicos pretenderá assumir.

No mais, não deixa de ser motivo de perplexidade a inexistência da obrigatoriedade de os profissionais destacados para tão sensível função terem formação especializada na componente pericial.

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Divulgação.

por José Manuel Alho, em 22.10.19

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Esta terça-feira 22 de Outubro, pelas 18.00h, no Auditório da Escola EB12 de Albergaria-a-Velha.

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Albergaria. A culpa é dos factos.

por José Manuel Alho, em 17.10.19

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Eleições legislativas. Em Albergaria, o PSD voltou a triunfar. Na sequência da vitória nas eleições europeias, este sufrágio eleitoral confirmou estatutos e distâncias. Desde logo, o CDS, partido que sustenta o atual executivo camarário, ficou, de novo, numa problemática terceira posição, a mais de 2 500 votos de distância do PSD, que acaba também por cumprir o objetivo de eleger Bruno Coimbra para a Assembleia da República. Aliás, o PSD consegue melhorar os resultados anteriores ao vencer, desta feita, em quatro das seis freguesias do concelho e ao duplicar a diferença (em votos) para o PS. Factos que ganham acrescida relevância por acontecerem em contraciclo com as cifras alcançadas a nível nacional, evidência que confirma o PSD como o partido preferido da esmagadora maioria dos albergarienses.

 

A degradação do Centro de Saúde de Albergaria. Em múltiplas ocasiões tenho abordado, neste espaço ou na Assembleia Municipal (pelo PSD), diversas questões que, infelizmente, contendem com a desvalorização a que foi votado setor não crucial para a qualidade de vida dos albergarienses. Após visita, em maio passado, àquela infraestrutura, ficou claro que urge, sem outros expedientes dilatórios ou desculpabilizantes, encontrar soluções para os problemas mais prementes:

  • Centenas de utentes de Valmaior sem médico de família;
  • Carência de pessoal administrativo;
  • Beneficiação urgente das instalações, assegurando a manutenção regular dos espaços envolventes.

 

Falta (de) vontade política. Denunciado tão clamoroso descaso, houve quem se tenha apressado a sacudir a água do capote, refugiando-se no falacioso argumento “não é competência da Câmara Municipal”. Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. O certo é que o antecessor de António Loureiro no cargo decidiu suportar as despesas com a ampliação daquele mesmo centro embora fosse competência do Ministério da Saúde. O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna. De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação. Isto é, quando há vontade política, o atual executivo até faz o que dele se espera. Na área da Saúde, a vontade para fazer melhor em favor das pessoas é que não parece ser muita…

José Manuel Alho

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Há um ano, na primeira sessão descentralizada da Assembleia Municipal (AM), que teve lugar em Valmaior, tive oportunidade de colocar ao Presidente da Câmara questões sobre a estratégia – se é que este executivo a tem – para a Saúde no concelho.

Notei que na altura, António Loureiro (AL), quando confrontado com perguntas concretas, preferiu refugiar-se em respostas ambíguas. Hesitou, atrapalhou-se e pouco esclareceu.

Nessa ocasião, setembro de 2018, afirmei que, a julgar pelas suas não respostas, havia ficado claro que AL não tinha «um pensamento estratégico para a Saúde no concelho, parecendo não querer dizer tudo o que sabe ou, pelo menos, tudo o que pretende fazer.» (sic)

Volvido exatamente um ano, mas desta feita em Angeja, voltei ao assunto porque entendo que as populações devem estar atentas sob pena de um dia destes todos acordarmos com decisões consumadas, urdidas sob um manto de secretismo que, depreende-se, refletirá um entendimento entre o poder central e esta Câmara Municipal.

Em Angeja, a Unidade de Saúde – ou se quisermos ser formalmente precisos, a Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) de Albergaria-a-Velha – Pólo de Angeja; foi deslocalizada do centro da vila para instalações aparentemente provisórias. E essa mudança teve consequências. Desde logo:

  • a desvitalização do centro de Angeja, com implicações danosas para o comércio local;
  • o aparecimento de problemas de mobilidade, mormente para os segmentos mais fragilizados da população, que apresentam limitações várias e para quem não foi ponderada uma forma de os transportar até às atuais instalações;
  • a insuficiente capacidade de resposta/de atendimento a todos os utentes uma vez que, entretanto e apesar da exemplar dedicação dos profissionais do setor, se verificou um acréscimo da procura por pacientes oriundos de outras freguesias do concelho.

 

Em face do quadro que acabo de aduzir, voltei, na última sessão da AM, realizada no Centro Escolar de Angeja, à premência de obter respostas concretas a QUATRO perguntas igualmente concretas. Isto é:

  1. Esta solução é, afinal, provisória ou definitiva?
  2. Se for provisória, sê-lo-á até quando?
  3. Se estivermos na antecâmara da edificação de uma nova infraestrutura, para quando e para onde se prevê a construção do novo equipamento?
  4. Do diálogo que decerto AL já terá mantido com a tutela, o Ministério da Saúde, poderia o Presidente de Câmara informar a AM se já foi ponderado um reforço do pessoal médico, de enfermagem e operacional para fazer face ao aumento da procura?

 

Esperava eu que, passado um ano, pudéssemos, finalmente, escutar da boca do Presidente de Câmara um pensamento estruturado sobre tão delicada matéria, que, além de tranquilizar as populações, evidenciasse outra sensibilidade e ambição. Presumia que situações provisórias durassem menos de sete anos (!) e que a apologia do contentor como referência de infraestrutura para a prestação de cuidados de saúde fosse uma piada (de mau gosto).Fui ingénuo. Puro lirismo.

José Manuel Alho

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