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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XIII.

Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:
- João Agostinho Pereira, o antecessor de António Loureiro no cargo, decidiu suportar as despesas com a ampliação daquele mesmo centro, embora fosse competência do Ministério da Saúde.
- O atual executivo decidiu – e muito bem! – adquirir uma viatura para a GNR ainda que essa fosse uma incumbência do Ministério da Administração Interna.
- De igual modo, já se viabilizou uma intervenção na Escola Secundária – e outra se antecipa – também com dinheiros da autarquia, apesar de ser competência do Ministério da Educação.
Na sequência do que aqui escrevi, percebe-se que o executivo camarário, liderado por António Loureiro, e Pedro Almeida, responsável pelo ACES do Baixo Vouga, consensualizaram que o Centro de Saúde «é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde».
Fica para mais tarde a explicação que ajudará a compreender, contextualizando, tão acérrimo alinhamento de posições.
De resto, o que se pode concluir é que, com este argumentário, ambos ficam mal na foto do julgamento da opinião pública, assente no calejado senso comum dos cidadãos contribuintes.
Dando de barato que a coisa será assim tão linear, um e outro merecerão forte censura pública pois, com tantos e tão antigos alertas, não se distinguirá a omissão da inação. Se a uma das partes caberia resolver; à outra incumbiria, pelo menos, pressionar e disponibilizar recursos que ajudassem à resolução ATEMPADA do(s) problema(s).
A verdade é que em múltiplas ocasiões tenho abordado, neste espaço ou na Assembleia Municipal (pelo PSD), diversas questões que, infelizmente, contendem com a desvalorização a que foi votado setor não crucial para a qualidade de vida dos albergarienses. Dissemos, após visita, em maio passado, àquela infraestrutura, que urgia, sem outros expedientes dilatórios ou desculpabilizantes, encontrar soluções para os problemas mais prementes:
Denunciado tão clamoroso descaso, houve logo quem, nos dias a seguir à nossa visita, se tenha apressado a sacudir a água do capote, refugiando-se no (atamancado) argumento “não é competência da Câmara Municipal”. Também nesta matéria os factos contrariam tão atrapalhada narrativa. Atente-se nos seguintes exemplos:
Isto é, quando há vontade política, o atual executivo até faz o que dele se espera. Na área da Saúde, a vontade para fazer melhor em favor das pessoas é que não parece ser muita…



Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro?
Ontem, na sua página do Facebook, o Jornal de Albergaria (JA) noticiava «O Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha foi encerrado, por falta de condições de segurança, pela ACES. Os populares afirmam que chove dentro do edifício, havendo vários baldes para “apanhar” a água que vai caindo pelo teto e paredes, poças de água de dimensão considerável.« De seguida, lia-se: «Perante as parcas condições de segurança, a recolha de sangue também foi cancelada.»
Como de costume, houve logo, segundo o mesmo jornal, quem se apressasse a garantir que «este é um edifício estatal, pelo que a responsabilidade é do Ministério da Saúde», rematando o JA «Foi o responsável pelo ACES Baixo Vouga (Agrupamento de Centros de saúde), Dr. Pedro Almeida, quem mandou encerrar o edifício.» (sic)
Como a degradação daquele equipamento vem sendo notícia desde há largo tempo, não deixa de ser (ainda mais) censurável a assunção de responsabilidades por aquele responsável do ACES do Baixo Vouga. Há muito que se sabe que a população está a ser prejudicada por tamanha inação, evidência que deveria ter obrigado os envolvidos, em tempo oportuno, a escolher uma de duas opções:
1. se sentem capazes de resolver o problema e... resolvem-no!
2. retiram consequências da sua incapacidade e agem em conformidade, dando o lugar a quem saiba e possa pôr termo a tão vexatório degredo, que os albergarienses nunca mereceram.
Mas o que é (mesmo) de estranhar é esta pressa de Pedro Almeida em associar-se à narrativa do atual executivo camarário, que sempre tem sacudido a água do capote, remetendo para a tutela toda e qualquer responsabilidade pelo estado daquela infraestrurura. O que estará por detrás de tão pronta e ostensiva solidariedade, que apoia uma versão da história que - como eu demonstrarei ainda hoje - tem pés de barro?